O ETERNO RETORNO DO MANIQUEISMO : GUERRA MORAL PARA JUSTIFICAR O BEM(SARNEY) E O MAL(GOVERNO DINO)

O deputado Adriano Sarney só causa admiração as viúvas/ carpideiras do sarneismo. O discurso vazio do Sarneyzinho- "guerra moral e coisa tal" - tem só um objetivo, igualar a gestão Dino aos adversários do quase cinquentenário mando/desmando de Sarney.

Adriano orientado por Sarney aplica mais uma vez- todos adversários de Sarney no poder representaram/representam o mal- os bordões do secular maniqueísmo-  divide-se o mundo entre o bem e o mal . O poder espelha o mal, a oposição a pedra do bem. Nada mais tosco/ repetitivo.

Pedro Neiva(1971-1975) depois do romper foi taxado de "velho". Neiva foi Secretário de Fazenda de Sarney(1966), depois propositadamente indicado para assumir o governo aos 63 anos. O velho(Neiva) contra o novo(Sarney).

O dualismo- Sarney(o bem)/Governo(o mal) repetiu-se com Nunes Freire com o mote : o cego(Nunes Freire) contra o visionário(José Sarney). Freire chegou a ser criminosamente taxado de "macaco" pelo jornal "O Estado do Maranhão".

João Castelo novo, trabalhador não podia ser taxado de velho ou cego. Depois de romper foi diuturnamente atacado pelo jornal o Estado do Maranhão. A divisão do bem/mal pintava Castelo como ladrão/corrupto, Sarney divino/ casto/ impoluto, probo.

Luís Rocha que dizia com a língua no plato : "Sarney minha régua meu compasso" virou hipotenusa- contrário. O jornal "O Estado do Maranhão" que teve a sutileza de Walter Rodrigues a serviço até a gestão Castelo, criou o bêbado(Rocha) e o abstêmio(Sarney).

Para que a "História do Maniqueísmo da Política Maranhense" não fique muito comprida/ enfadonha, voltaremos com a parte II a seguir. Vamos curtir neste início de sexta-feira Elis Regina, interpretando "Como os Nossos Pais".


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