No filme o "Silêncio dos Inocentes" o psiquiatra e canibal Hannibal Lecter concorda ajudar uma Agente do FBI a localizar um serial homossexual que esfola as vítimas - mulheres - para vestir-se com a pele delas. O psiquiatra canibal mesmo preso consegue extrair da Agente do FBI os terrores da infância - gritos dos cordeiros/ "cabritas" em uma noite fria da morte do pai. O jogo mental entre ambos atesta tentativa de manipulações recíprocas, com revelações de psicopatia/ moralidade. O criminoso vence pela experiência/ capacidade de elaboração ante a inexperiência psicológica/ psicanalítica da Agente do FBI.
Guardada as imensas desproporções/ a entrevista do repórter Roberto Cabrini tem o mesmo jogo/ elaborações/ inversões com a empresária Carolina Stella Ferreira dos Anjos/ a "Carol das Antigas"/ que torturou a doméstica grávida de de 6 meses "vestindo-se" na pele de Suzana Von Richthofen : "eu não sou criminosa/ não sou assassina/ jamais seria". A modelagem revela desnecessário parâmetro/ a lembrança prejudica a sua imagem. Carol como todo ser humano tem traumas do passado/ gritos dos cordeiros/ das "cabritas". A função da pena é ressocializar/ trazer de volta ao convívio/ não multiplicar o crime.
A defesa de Carolina Stella Ferreira dos Anjos/ como outros infratores cujo aspecto psicológico dos autores se apresenta em desvio de condutas passíveis de recuperação - a doença mental é progressiva/ fatal - deveria ter abordagem/ estratégia pautada na da Justiça Terapêutica que integra medidas legais/ práticas clínicas para reabilitação/ fugindo ao sensacionalismo/ inquisição midiática. É preciso substituir o modelo tradicional - apenas punitivo - por abordagem construtiva/ participação em programas educativos/ tratamento e não apenas na privação da liberdade. Basta adequar as etapas/ pessoas.
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