O ex-juiz Sérgio Moro reafirmou no Senado que é normal juiz orientar procuradores - foi isso que ele fez/ não foram apenas conversas sobre "o caso Lula"/ como Moro quer forçar a todos ingenuamente entender.
O professor Lênio Streck - fui seu aluno em especialização de Ciências Criminais(CEUMA) - alerta para o futuro do Direito Penal : o "normal" de Moro ou o procedimento convencional/ legal - dos Códigos ?
O "normal de Moro" é a orquestração publicada pela Intercept. Moro quer confundir argumentação com orquestração. A dialética - Hegel/ Ficthe - atravessou século sem a pretendida corrupção dos operadores do direito.
Nas imagens do retrovisor sempre existiram jornalistas intrépidos/ interceptando os poderosos. Erasmo Dias - o jornalista do Maranhão/ não é o coronel Erasmo Dias que invadiu a PUC - é um exemplo. Vejam a coragem :
JUSTIÇA W.C.
"Depois da reunião em Palácio, a que não compareceu o desembargador-presidente, por ser cosido a ele, no cumprimento das ordens superiores, um pracinha da nossa guarnição federal, voltou a nossa corte a sua determinação de praticar o esbulho contra os votos do povo.
E assim é que, firmando pela manhã, decisão sobre a urna de uma seção que funcionou em propriedade de um candidato, anulando-a por conter maioria favorável, ao governador que o povo elegeu, já à tarde, diante de caso perfeitamente idêntico, resolvia de modo contrário, isto é, validando urnas de Colinas e do Brejo, cujo resultado era favorável ao Palácio.
Justiça de dois pesos e duas medidas, que confirma, iniludivelmente, a arguição de suspeição de um tribunal que, pela sua maioria, embora já reduzida, se afunda, definitivamente, no conceito público, degradando a função de julgar, aviltando a toga e desonrando, no cinismo dos desfibrados, séculos de tradição jurídica.
Justiça de lameiro e de pocilga, onde rebolam suínos de engorda, cevados na ração abundante que o Palácio distribui.
Justiça de prostíbulo e lupanar, onde sátiros despudorados saracoteiam, bêbados, na lascívia que a si mesmo lhes provoca a nudez moral a que se reduziram, para orgia do descaramento e do cinismo.
Justiça de feira e de mercado, onde bufarinheiros da venalidade vendem-se como escravos nas praças de Bagdad.
Justiça de cubata e de senzala, onde os negros se aprimoram na subserviência, requintam-se no servilismo e excedem-se na despersonalização.
Justiça de sentina e de cloaca, onde os azes da corrupção e da peita se comprazem no aspirar dos gases mefílicos, que lhes inebriam a depravada sensibilidade.
Justiça, enfim, de um Tribunal onde há juízes cujas iniciais indicam o verdadeiro sentido e legítima significação__W.C."
Justiça W.C!"
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