Passei 5 dias entre a vida/ morte no Hospital Djalma Marques/ um dos criticados Socorrões. Enfrentei fila para exames de sangue/ tomografia/ encaminhado para a Clinica Médica eles me informaram que dali não sairia sem me submeter a uma laparoscopia/ para costurar 3 úlceras - uma delas estourada/ vazando para o estômago.
Foram horas na fila para o Centro Cirúrgico. Depois lembro de estar sendo entubado. Três horas depois em dificuldade extrema/ convulsionando/ escutava a enfermeira que segurava minhas pernas dizer "volta"/ o dr. Pedro Almeida clamando "volta guerreiro/ volta guerreiro". Ele ficou emocionado com a minha volta a vida.
Pedi a Deus pela vida e a quem em genuflexório mental agradeço até o momento que passo pelo processo de recuperação/ posterior acompanhamento das razões da doença que levaram-me a beira da morte. Portanto/ não existe médico/ enfermeiro/ maqueiro/ prefeita/ governador/que deseje a morte pessoa em risco de vida.
A exploração política da morte de um cidadão na fila de espera do ferry no Cujupe é tão maldosa quanto aqueles que lamentaram a minha sobrevivência e idêntica aos que comparam o plano de assassinato do candidato Orleans a suicídio bebendo perfume. "O salário do pecado é a morte/ o dom gratuito de Deus a vida eterna".
A ninguém é dado o direito/ pecado/ de planejar/ desejar a morte do seu semelhante/ seja por ação/ omissão/ indução dolosa/ culposa em alguns casos ou vontade. É preciso ter respeito com a vida do próximo ainda que não esteja tão próximo da língua criminosa ou da bala traiçoeira. Só a Deus e tão somente a Deus. Ele sabe a hora de cada um.
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