Professores da rede municipal de São Luís realizam paralisação nesta quarta-feira, 8, em frente à Secretaria Municipal de Educação (Semed), no bairro do São Francisco. A mobilização é contra a exigência de que atividades extraclasse, como planejamento de aulas e correção de provas, sejam cumpridas obrigatoriamente dentro das escolas. A categoria argumenta que a medida contraria a Lei do Piso do Magistério, que garante um terço da jornada para essas tarefas, sem obrigatoriedade de local.

A decisão pelo protesto foi tomada em assembleia do sindicato da categoria no fim de março. Segundo os docentes, há relatos de pressão por parte de gestores escolares para o cumprimento da nova regra, o que tem gerado insatisfação. A mudança começou ainda na gestão do ex-prefeito Eduardo Braide, que deixou o cargo no dia 31 de março para disputar o governo do Estado.
Há uma semana à frente da prefeitura, a nova gestora Esmênia Miranda prometeu manter o ritmo da administração anterior. Nas redes sociais, a linha adotada segue destacando obras de asfaltamento e recuperação urbana. No entanto, a paralisação dos professores expõe a permanência de impasses na área da educação, enquanto outras demandas históricas da capital, como o transporte público em crise, também seguem sem solução.
O sindicato cobra diálogo com a prefeitura para discutir a chamada “hora atividade” e outras pautas da campanha de valorização do magistério. Até o momento, não há indicação de mudanças na condução da política educacional, nem respostas sobre questões administrativas, como a situação da Secretaria de Assistência Social, que permanece sem titular.
O portal tentou um posicionamento da secretaria municipal da Educação, mas não obteve resposta.
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