Reportagem do domingo(23/03/2026) do Estadão repercute relatório do Ministério Público do Maranhão que pede o afastamento do vice-governador Felipe Camarão (PT), apontado como suspeito de operar um esquema de lavagem de dinheiro e de movimentar valores milionários com “características atípicas”. Segundo a investigação, ele teria adquirido R$ 4,7 milhões em imóveis na planta desde janeiro de 2022.
Para a Procuradoria-Geral de Justiça, as aquisições indicariam a “existência de patrimônio imobiliário significativamente elevado e em descompasso com os rendimentos mensais” do cargo no Executivo.
O procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira, afirma no documento que não foram identificadas, nas declarações anuais de Imposto de Renda do vice-governador, referências aos imóveis na planta. Para o órgão, isso apontaria desconformidade entre o patrimônio em constituição e a escrituração fiscal apresentada.
A investigação registra ainda que dados da DIMOB indicam contratos de aquisição de imóveis que somam R$ 4.777.130,99, incluindo o empreendimento multifamiliar Marina Península. O relatório sustenta que o cruzamento dessas informações com dados obtidos após a quebra de sigilo fiscal reforçaria as suspeitas.


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