15 de fevereiro de 2026

É FOLIA NA TERRA DOS ENCANTOS




 Por Carlos Brandão

Como diria a rainha Ivete: “vai começar a festa”. Claro que é só uma força de expressão; afinal, a festa já começou há tempos. O Maranhão tem muitos encantos e muita disposição para brincar o Carnaval. Mas não é só o som dos blocos e o agito das ruas que toma conta do estado. Por trás da folia, tem gente trabalhando de sol a sol – e ganhando dinheiro com isso.

A abertura oficial foi dia 13 de fevereiro, mas quem vê na época uma oportunidade, sabe que a correria começa bem antes. Os salões de beleza sempre cheios. As costureiras tentando dar conta dos últimos ajustes. Ambulantes fazendo estoque com antecedência. Hotéis lotados. Tudo isso semanas antes da primeira atração do circuito oficial.

Para se ter ideia do tamanho do negócio, o Carnaval do ano passado injetou cerca de R$ 800 milhões na economia maranhense. Mais de quatro milhões de foliões brincaram em segurança. Hotel batendo 95% de ocupação. E a meta para 2026 é ainda maior: esperamos movimentar perto de R$ 1 bilhão. É um dinheiro que volta em forma de satisfação.

O governo investe, sim. Mas o que retorna para os grandes e pequenos negócios, para o trabalhador informal, é muito mais do que saiu dos cofres públicos. Só no ano passado, foram quase três mil empregos com carteira assinada – e olha que a conta não inclui os milhares de informais que aproveitam a maré para garantir um extra.

O Maranhão está no mapa nacional do Carnaval, e o circuito “Vem pro Mar” – realizado na Avenida Litorânea, em São Luís – tem muita responsabilidade sobre isso. Só nos três finais de semana de Pré-Carnaval, cerca de um milhão de foliões consolidaram nossas prévias e encantaram até mesmo grandes artistas, acostumados com multidões. A receptividade, a alegria e a energia do maranhense fizeram a diferença. E ainda tivemos o circuito “Vem pro Centro”, que mostrou a força de nossa tradição e de nossa forte identidade cultural. Agora, no circuito oficial do Carnaval, o “Vem pra Madre” mantém a pegada de pertencimento. No Centro Histórico, os blocos tradicionais dividem a rua com o tambor de crioula e o reggae. É uma mistura que nenhum outro estado tem igual. E essa identidade toda atrai muitos turistas, que ajudam a aquecer nossa economia no estado inteiro, em uma folia descentralizada e que respeita a tradição de cada lugar.

Claro que para tanta gente circular, precisa de estrutura. No circuito “Vem pro Mar”, que deve atrair um maior número de pessoas, garantimos dois hospitais de campanha na Litorânea, com mais de 13 leitos, poltronas para medicação e ambulâncias preparadas para qualquer emergência. A Segurança está reforçada com a presença de oito mil policiais presentes nos circuitos. Além disso, estão disponíveis câmeras, drones e sistema de reconhecimento facial.

Agora, é só cair na folia e criar memórias – claro que sempre com muita responsabilidade. Afinal, no fim, o que fica não é só a lembrança do bloco que passou, do cantor que arrastou multidão. Fica o dinheiro que entrou no bolso de quem trabalhou. Fica o estado que passa a ser reconhecido nacionalmente como destino carnavalesco. Fica a prova de que apostar nessa festa popular, não é gasto – é investimento que transforma a vida de milhares de pessoas que aproveitam para assegurar renda para suas famílias. É sobre isso que falamos e é por isso que trabalhamos. Nada é feito por acaso. Cuidar das pessoas e criar oportunidades são metas das quais não abrimos mão.

Então, bom Carnaval a todos!

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