Passei a segunda-feira(12) dividido entre os reclamos/ desejos dos apenados de Pedrinhas e a repercutida memória/ resposta - filme "O Agente Secreto" - à direita burra - internacional/ nacional/ estadual/ municipal.
O filme trata do obscuro período da Ditadura Militar - 1964/ 1979. Quem viveu/ passou/ não entendia nada do "acontecendo" avalia o prejuízo intelectual destes anos/ para a alienação de parte da juventude.
Além das aulas de Moral/ Cívica os que de pelotão de honra faziam parte nos desfiles de 7 de setembro/ gritavam "meia volta passo em frente/ meia volta passo em frente Brasil"/ fazendo continência direita/ esquerda.
As praias maranhenses eram divididas entre brancos/ ricos de um lado/ negros pobres do outro. Clubes sociais da elite - Jaguarema/ Lítero - não admitiam "mestiços" do Cassino/ da URBV/ Montese Clube de Campo.
Todo esse caldo cultural fruto da "dita" e do mesquinho sentimento separatista escravocrata foi eternizado no poema "Ainda Uma Vez Adeus"/ do mestiço Gonçalves Dias à Ana Amélia/ filha das elites no Maranhão.
"O Agente Secreto" soma "Ainda Estou Aqui" no importante processo de memória cultuado pelo Blog do Cesar Bello. O Maranhão tem dramas/ linguagens suficientes para também participar deste momento internacional.
O problema das produções maranhenses é "terem estado à direita" dos patrocínios na maioria das vezes/ sem pensar a arte na linguagem universal - a caracterizada regional - que contagia a todos que tenham acesso.
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