Após quase 15 horas de sessão, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (9) em segundo turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios. A proposta abre folga de R$ 91,6 bilhões no Orçamento federal e viabiliza o Auxílio Brasil. A aprovação foi por 323 votos a favor e 172 contra, com uma abstenção. Eram necessários pelo menos 308 votos. A PEC ainda será votada no Senado. O Auxílio Brasil, novo programa social, que substituirá o Bolsa Família, prevê o pagamento de R$ 400 para cerca de 17 milhões de benefíciários até o fim de 2022, ano em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta a reeleição.
A PEC dos Precatórios vai para aprovação no Senado, a Câmara Alta com menor número de parlamentares(81). Bolsonaro tem apoio inicial de 39 senadores. A partir desta quarta-feira(10) as articulações "sobem" para o Senado - e descem para os estados - onde cada vota conquistado é decisivo para a reeleição de Bolsonaro e para escolha dos futuros candidatos aliados aos governos como no Maranhão. O governador do Maranhão Flávio Dino, aliado incondicional do ex-presidente Lula tem se empenhado pessoalmente nas articulações contra a aprovação da PEC dos Precatórios. Os senadores do Maranhão Roberto Rocha, Eliziane Gama, Weverton Rocha devem votar de forma diferenciada. Enquanto Roberto Rocha é "favas contadas" em favor da PEC dos Precatórios, Eliziane Gama e Weverton Rocha tendem a votar contra. A matéria vai para o Senado no mesmo período em que o governador Flávio Dino escolherá o candidato aliado ao governo do estado. O senador Weverton Rocha está a frente em todas pesquisas de intenções de votos.

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