Localizado no bairro do Coroadinho, em São Luís, o "Morro do Zé Bombom" é um marco na história da criminologia no Maranhão. A comunidade vítima da falta de políticas públicas sofre as consequências do descaso do governo.
O tráfico de drogas tornou-se a atividade mais lucrativa, impondo comportamentos e ditando selvagens regras de convivência. Como animais famintos traficantes demarcam os espaços pelo uso da força de armas pesadas.
Crimes são cometidos a luz do dia sem que os autores incomodem-se com a identificação pessoal. A vingança é um prato que se come incendiando a casa dos desafetos. Fura-se os olhos de um jovem de 22 anos e cinicamente dizem: "Olhão" faltou luz.
Neste universo macabro vidas inocentes são condenadas desde a existência. Não existe perspectiva de vida e a esperança de dias melhores advém com o uso e tráfico de drogas. Este fascínio atrai famílias inteiras e espalha-se como as drogas no organismo social.
O governo estadual embora constitucionalmente obrigado, nunca elaborou "Política Criminal" de prevenção e combate a criminalidade. Os Secretários de Segurança e Penitenciária foram escolhidos por critérios pessoais e políticos respectivamente.
A falta de visão de Aluízio Mendes espelha-se na inexperiência de Sérgio Tamer. Diante do quadro crescente da violência urbana o primeiro está mudo e o segundo surdo. A governadora assiste a tudo inerte entre vasos de porcelana no Palácio dos Leões.
Governadora, depois dos episódios do "Morro do Zé Bombom", Aluísio Mendes nem como "Sonho de Valsa".
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