MARANHÃO : HOMENAGENS/ RIGORES/ FAVORES

Durante mais de 50 anos ouvi/ vi/ assisti a ascensão de alpinistas sociais/ profissionais liberais/ políticos/ juízes envolvidos em desvios/ falcatruas/ golpes/ improbidades.

Ficava a impressão do "errado é que estava certo". A expressão o "mundo é dos espertos" povoava o inconsciente coletivo. Qual era a fonte deste errôneo sentimento?

O mando/ quero/ faço do truculento Vitorino Freire. A lei de Sarney com "favores aos amigos/ rigores para os inimigos". Foram 72 anos de impunidades/ mediocridades.

Venho da época em que as praias/ clubes sociais/ carnavais eram divididos - ricos/brancos/negros pobres. Quem tinha dinheiro podia matar/ viajar/ voltar como artista de Hollywood.

Isso aconteceu em 1984. Um jovem bem nascido assassinou uma moça com um tiro na vagina. O "bem nascido" foi levado de jatinho para Miami nos EUA/ voltou artista de Hollywood.

Por crime semelhante o desembargador Pontes de Visgueiro - 1874 - foi condenado  a prisão perpétua/ com trabalho sem os proventos da aposentadoria. Visgueiro apaixonado também matou a empregada.

Como compreender/ interpretar os dois crimes/ a punição/ a impunidade - do desembargador punido/ do ator prescrito ? O crime do "ator" foi abafado/ o do desembargador amplamente divulgado.

O momento é totalmente diferente do sarno-vitorinismo - sem proteção/ sem perseguição. A lei é para todos. A todos é assegurado o amplo direito de defesa. Mas algumas cabeças coroadas ainda pensam por manipulação.

Quando leio nos blogs sarno-rochistas "André Fufuca/ o Fufucunha como o melhor deputado federal maranhense" penso em Lucas Porto como "O Empresário do Ano". Começam a circular as "listas dos melhores do ano".

Tenho vaga na lista dos chatos. Importuno tanto que alguns mandam eu entrar por baixo/ quando bato nas portas fechadas. Lucas Porto encontrou a porta aberta/ tal qual o desembargador Pontes de Visgueiro vai arguir insanidade.

Passaram séculos/ mudaram sentimentos/ julgamentos. O desembargador foi condenado. O "ator" beneficiado. Os crimes são semelhantes. Mas o mando/ faço/ posso/ rigores/ favores foi mas forte do que séculos do direito no Maranhão.

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