A HISTÓRIA DA POLÍTICA DO MARANHÃO NAS RUAS/ TELEVISÃO(PARTE I)

A campanha eleitoral será mais curta - na televisão/ nas ruas. O tempo dos comícios revelaram grandes oradores. A televisão criou/ enricou os criativos/ astutos marqueteiros. A diferença entre o natural/ artificial é brutal. Tenho muitas saudades da democracia real.

Assisti o comício de Sarney/ ainda criança - aos 7 anos da porta do Tribunal de Justiça - os sinos tocavam/ os foguetes estouravam/ a multidão gritava Sarney/Sarney. Meu pai/ o desembargador Luís Dactivo Billio Bello me segredou : "as coisas mudaram meu filho".




Sarney emocionava com a retórica estudada para a ocasião - modulava a voz anasalada em altos para as críticas/ baixos para as pretensões - me impressionou como criança o "quer não quer" : "o Maranhão quer o homem de carne e osso  e não o bicho de carne osso".

Sarney tinha um adversário/ Epitácio Cafeteira que encantava os eleitores pela desconstrução/ histórias engraçadas/ satíricas do poder/da família Sarney. Suas paródias políticas eram publicadas no Jornal Pequeno/"amplamente" difundidas no Horário Eleitoral e nos comícios.

Cafeteira enchia as praças públicas em seus comícios. Naquele tempo a televisão ainda perdia para os "comícios de carne e osso". Cafeteira foi acusado de passar um cheque sem fundo/ difundido na campanha para a Prefeitura de São Luís/ paralela a eleição de Sarney.

Cafeteira convenceu : "vivo aperreado como vocês/ não roubo/ nunca roubei/ dei o cheque sim e vou pagar. Peço penhoradamente a cada eleitor de São Luís com fundo ou sem fundo votem em Cafeteira". Depois a televisão roubou a cena/ as novelas da Globo acabaram os comícios.  


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